Curitiba — Doc Batel
Porto Alegre — Inst. Celso Rigo
CRM-PR 18.582 · RQE 12.169 / 238
CRM-RS 58.559 · RQE 45.076 / 45.079
Dr. Rafael Bruns
Onde atendo
Curitiba

Consultório Doc Batel

Av. Visc. de Guarapuava, 4628 — Batel

Hospital Nossa Sra. das Graças

Porto Alegre

Instituto Materno Fetal Celso Rigo

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Hospital Nora Teixeira

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Calculadora de risco — rastreio combinado de 1º trimestre

Ferramenta de bolso para o colega — com um único preenchimento, calcula o risco de trissomias (21, 18, 13) e o risco de pré-eclâmpsia do 1º trimestre. O risco de pré-eclâmpsia é estimado com os dados disponíveis (biofísicos e bioquímicos são opcionais).

TN translucência nucal · DV ducto venoso (IP) · ON osso nasal · TC regurgitação tricúspide

Gráficos de referência

Translucência nucal (TN) por CCN

Calcule acima para ver o ponto da paciente sobre as curvas.

Fonte: Wright D, Kagan KO, Molina FS, Gazzoni A, Nicolaides KH. A mixture model of nuchal translucency thickness in screening for chromosomal defects. Ultrasound Obstet Gynecol. 2008;31:376–383. Dados normativos: Snijders RJM et al., Lancet. 1998;352:343–346.

O rastreio combinado de 1º trimestre

O rastreio combinado de 1º trimestre, realizado entre 11+0 e 13+6 semanas, integra a idade materna, os marcadores ultrassonográficos (translucência nucal, osso nasal, ducto venoso e regurgitação tricúspide) e, quando disponíveis, os marcadores bioquímicos (PAPP-A e β-hCG livre) para estimar o risco individual das trissomias 21, 18 e 13.

O resultado é uma probabilidade a posteriori — não um diagnóstico. Um risco de “1 em N” não significa que 1 em cada N gestações tenha trissomia; significa que, naquele perfil específico, a chance estimada é de 1/N. A confirmação exige estudo genético: NIPT (teste pré-natal não invasivo, que analisa o DNA fetal no sangue materno), biópsia de vilo corial ou amniocentese.

Risco a priori de trissomias por idade materna

Risco basal — sem ultrassom e sem bioquímica — por idade materna na
data prevista do parto (DPP), calculado em 12 semanas
(84 dias) pelo modelo de Wright & Bray (referência: Snijders et al., Lancet, 1998).

Esta é a parte do cálculo que não depende de marcadores ultrassonográficos.
Para o risco combinado (com translucência nucal, FCF, marcadores adicionais e/ou
bioquímica), use a calculadora no topo desta página.

Risco a priori de trissomias 21, 18 e 13 por idade materna (em 12 semanas)
Idade materna (anos)Risco T21Risco T18Risco T13
151 em 9931 em 2.3081 em 7.270
161 em 9901 em 2.3011 em 7.250
171 em 9861 em 2.2921 em 7.222
181 em 9811 em 2.2811 em 7.186
191 em 9751 em 2.2661 em 7.138
201 em 9661 em 2.2461 em 7.075
211 em 9551 em 2.2191 em 6.992
221 em 9401 em 2.1851 em 6.885
231 em 9211 em 2.1411 em 6.746
241 em 8971 em 2.0851 em 6.569
251 em 8671 em 2.0141 em 6.346
261 em 8291 em 1.9271 em 6.071
271 em 7841 em 1.8221 em 5.739
281 em 7301 em 1.6971 em 5.347
291 em 6691 em 1.5551 em 4.900
301 em 6021 em 1.3991 em 4.408
311 em 5311 em 1.2331 em 3.886
321 em 4581 em 1.0651 em 3.355
331 em 3871 em 9001 em 2.837
341 em 3211 em 7461 em 2.352
351 em 2611 em 6081 em 1.914
361 em 2091 em 4871 em 1.533
371 em 1651 em 3851 em 1.212
381 em 1291 em 3001 em 947
391 em 1001 em 2331 em 733
401 em 771 em 1791 em 563
411 em 591 em 1371 em 431
421 em 451 em 1041 em 328
431 em 341 em 791 em 250
441 em 261 em 601 em 189
451 em 201 em 461 em 144
461 em 151 em 351 em 109
471 em 111 em 261 em 83
481 em 91 em 201 em 64
491 em 71 em 161 em 49

Observação clínica: esta tabela representa o risco basal isolado.
No rastreio combinado de 1º trimestre, esse risco é modificado pelas razões de
verossimilhança (likelihood ratios) derivadas da translucência nucal (TN),
do osso nasal, do ducto venoso, da regurgitação tricúspide e — quando disponível —
da bioquímica (PAPP-A + β-hCG livre). Marcadores normais reduzem o risco; marcadores
alterados o aumentam.

Como interpretar o “1 em N”

Um risco de “1 em 250” não diz que aquela paciente terá um feto com trissomia — diz que, no grupo de pacientes com aquele perfil, espera-se 1 caso a cada 250. É uma métrica de rastreio, não de diagnóstico. O cutoff clássico para “alto risco” é 1:100; entre 1:100 e 1:1000 o risco é considerado moderado, e abaixo de 1:1000, baixo. Ainda assim, a decisão clínica considera idade materna, ansiedade, acesso a diagnóstico invasivo e desejo da paciente.

Para a técnica padronizada da medida da translucência nucal e seu papel no rastreio, veja o conteúdo sobre o rastreio de 1º trimestre e a medida da translucência nucal. Quando a TN está elevada, pode ser útil calcular o percentil específico da TN para o CCN. Casos de alto risco ou com achados estruturais demandam avaliação completa em medicina fetal.

Perguntas frequentes

Esta calculadora é apenas para profissionais?

Sim. O resultado é uma probabilidade clínica acionável; usá-la fora de um contexto profissional pode gerar ansiedade desnecessária ou conduta inadequada. A confirmação de uso profissional exigida ao abrir a ferramenta registra essa autodeclaração.

Qual a diferença para o cálculo da FMF?

Esta calculadora reimplementa o modelo conceitual da FMF (Fetal Medicine Foundation): risco a priori de Wright e Bray, modelo de mistura da translucência nucal de Wright (2008), razões de verossimilhança (likelihood ratios) de Kagan (2008/2009) e combinação bayesiana. Os coeficientes provêm de literatura aberta, e o algoritmo segue a metodologia publicada.

Por que mostrar todos os níveis cumulativos?

Para tornar visível o ganho marginal de cada marcador. Em risco intermediário (por exemplo, 1:200), saber se foi a TN que puxou o resultado para esse patamar ou se ele decorre apenas da idade materna é uma informação clinicamente relevante.

Posso usar sem bioquímica?

Sim. A maior parte dos colegas no Brasil não usa a bioquímica de 1º trimestre de rotina. O rastreio apenas por ultrassom tem performance reportada na literatura em torno de 88% de detecção com 4% de falso-positivo; com a bioquímica associada, sobe para cerca de 95% de detecção com 2% de falso-positivo.

Como o risco a posteriori fica abaixo de 1 em 5.000 em alguns casos?

Em uma paciente jovem, com TN normal, osso nasal presente, ducto venoso normal e regurgitação tricúspide ausente, as razões de verossimilhança protetoras se multiplicam e reduzem fortemente o risco a posteriori. É o efeito cumulativo de um rastreio negativo em paciente de baixo risco a priori.

Qual a base científica desta calculadora?

A calculadora implementa o modelo conceitual do rastreio combinado de 1º trimestre da Fetal Medicine Foundation, reconstruído a partir de literatura científica aberta — os trabalhos de Wright, Snijders, Kagan, Maiz e Nicolaides publicados entre 1975 e 2009, sobretudo no Ultrasound in Obstetrics & Gynecology, são as fontes primárias. A lista completa está na seção de referências abaixo.

Posso confiar no resultado?

O algoritmo segue a metodologia publicada, mas esta implementação não é certificada pela FMF. Para uso clínico crítico, valide o resultado com o software oficial da FMF e/ou consulte um especialista em medicina fetal certificado. A calculadora é uma ferramenta de apoio educativo e profissional e não substitui a avaliação médica.

Esta ferramenta implementa o modelo conceitual do rastreio combinado de 1º trimestre da Fetal Medicine Foundation, reconstruído a partir da literatura científica aberta. O cálculo de trissomias combina o risco a priori (idade materna + idade gestacional + histórico) com razões de verossimilhança de cada marcador pela regra de Bayes sob independência condicional; o bloco de pré-eclâmpsia implementa o modelo competing-risks da FMF, com risco a priori baseado em características maternas e razões de verossimilhança dos biomarcadores biofísicos e bioquímicos do 1º trimestre. Esta implementação não é certificada pela FMF e não substitui o software oficial nem a avaliação médica.

Referências

  1. Robinson HP, Fleming JE. A critical evaluation of sonar “crown-rump length” measurements. Br J Obstet Gynaecol. 1975;82(9):702-10. (datação por CCN)
  2. Snijders RJM, Sebire NJ, Nicolaides KH. Maternal age and gestational age-specific risk for chromosomal defects. Fetal Diagn Ther. 1995;10(6):356-67. (idade materna na DPP)
  3. Snijders RJM, Sundberg K, Holzgreve W, Henry G, Nicolaides KH. Maternal age- and gestation-specific risk for trisomy 21. Ultrasound Obstet Gynecol. 1999;13(3):167-70. (prevalência por idade)
  4. Wright D, Bray I. Estimating birth prevalence of Down’s syndrome. J Epidemiol Biostat. 2000;5(2):89-97. (risco a priori)
  5. Wright D, Kagan KO, Molina FS, Gazzoni A, Nicolaides KH. A mixture model of nuchal translucency thickness in screening for chromosomal defects. Ultrasound Obstet Gynecol. 2008;31(4):376-83. (TN)
  6. Maiz N, Valencia C, Kagan KO, Wright D, Nicolaides KH. Ductus venosus Doppler in screening for trisomies 21, 18 and 13 and Turner syndrome at 11-13 weeks. Ultrasound Obstet Gynecol. 2009;33(5):512-7. (ducto venoso)
  7. Kagan KO, Cicero S, Staboulidou I, Wright D, Nicolaides KH. Fetal nasal bone in screening for trisomies 21, 18 and 13 and Turner syndrome at 11-13 weeks of gestation. Ultrasound Obstet Gynecol. 2009;33(3):259-64. (osso nasal)
  8. Kagan KO, Valencia C, Livanos P, Wright D, Nicolaides KH. Tricuspid regurgitation in screening for trisomies 21, 18 and 13 and Turner syndrome at 11+0 to 13+6 weeks of gestation. Ultrasound Obstet Gynecol. 2009;33(1):18-22. (regurgitação tricúspide)
  9. Kagan KO, Wright D, Baker A, Sahota D, Nicolaides KH. Screening for trisomy 21 by maternal age, fetal nuchal translucency thickness, free beta-human chorionic gonadotropin and pregnancy-associated plasma protein-A. Ultrasound Obstet Gynecol. 2008;31(6):618-24. (combinação + bioquímica)
  10. Nicolaides KH. The 11-13+6 weeks scan. London: Fetal Medicine Foundation. (regra de sobreposição diante de anomalias estruturais maiores)
  11. Wright D, Syngelaki A, Akolekar R, Poon LC, Nicolaides KH. Competing risks model in screening for preeclampsia by maternal characteristics and medical history. Am J Obstet Gynecol. 2015;213(1):62.e1-10. (PE — risco a priori)
  12. O’Gorman N, Wright D, Syngelaki A, Akolekar R, Wright A, Poon LC, Nicolaides KH. Competing risks model in screening for preeclampsia by maternal factors and biomarkers at 11-13 weeks gestation. Am J Obstet Gynecol. 2016;214(1):103.e1-12. (PE — likelihood dos biomarcadores)
  13. Tsiakkas A, Saiid Y, Wright A, Wright D, Nicolaides KH. Maternal serum placental growth factor at 12, 22, 32 and 36 weeks’ gestation in screening for pre-eclampsia. Ultrasound Obstet Gynecol. 2016;47(4):472-7. (PE — conversão raw→MoM do PlGF)
  14. Tan MY, Syngelaki A, Poon LC, Rolnik DL, O’Gorman N, Delgado JL, Akolekar R, et al. Screening for pre-eclampsia by maternal factors and biomarkers at 11-13 weeks’ gestation. Ultrasound Obstet Gynecol. 2018;52(2):186-95. (PE — atualização raw→MoM multivariada)
  15. Wright A, Wright D, Syngelaki A, Georgantis A, Nicolaides KH. Two-stage screening for preterm preeclampsia at 11-13 weeks’ gestation. Am J Obstet Gynecol. 2019;220(2):197.e1-11. (PE — arquitetura final do rastreio)
  16. Rolnik DL, Wright D, Poon LC, O’Gorman N, Syngelaki A, de Paco Matallana C, Akolekar R, et al. Aspirin versus Placebo in Pregnancies at High Risk for Preterm Preeclampsia. N Engl J Med. 2017;377(7):613-22. (PE — cutoff ≥1:100 para aspirina, protocolo ASPRE)
Dr. Rafael Bruns
Dr. Rafael Bruns Gin. e Obstetrícia Medicina Fetal

Médico especialista em Medicina Fetal, com atuação em Curitiba e Porto Alegre. Realiza cirurgia fetal, ultrassonografia especializada, procedimentos invasivos como amniocentese e biópsia de vilo corial, além do acompanhamento de gestações de alto risco.

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