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Calculadora de Prognóstico em Hérnia Diafragmática Congênita

Estime a gravidade e a sobrevida na hérnia diafragmática congênita (CDH) a partir do o/e LHR (relação pulmão-cabeça observada sobre a esperada). A ferramenta calcula a área pulmonar, o LHR, o o/e LHR e o Z-score, classifica a gravidade e estima a sobrevida por coortes publicadas (Jani 2007 para LCDH; DeKoninck 2014 para RCDH). Aceita lado esquerdo/direito, posição do fígado e os métodos de medida de Metkus e por traçado. Preencha — o resultado aparece automaticamente.

Ferramenta prognóstica, para fetos com CDH já diagnosticada, destinada a profissionais de saúde. Não é rastreamento populacional e não substitui a avaliação em centro de medicina/cirurgia fetal. A decisão é, em todos os casos, do médico assistente.

Dados do feto com hérnia diafragmática

Ferramenta prognóstica (CDH já diagnosticada). Preencha — o o/e LHR e a sobrevida estimada aparecem automaticamente.

Como interpretar o o/e LHR

O o/e LHR compara o tamanho do pulmão contralateral à hérnia com o esperado para a idade gestacional. Faixas de gravidade: ≤ 25% extrema, 26–35% severa, 36–45% moderada e > 45% leve. Na hérnia à esquerda (LCDH), a posição do fígado (intratorácico = up) piora o prognóstico. A sobrevida exibida é a estimativa expectante das coortes; em casos selecionados, a oclusão traqueal fetal (FETO) pode modificar o prognóstico — decisão sempre individualizada e em centro especializado. Veja também o artigo completo sobre LHR e prognóstico na hérnia diafragmática.

Perguntas frequentes

Qual método de medida do pulmão usar?

O método do maior diâmetro × perpendicular (Metkus) é o mais usado e o que calibra o o/e LHR de Jani. O traçado manual da área é uma alternativa; a calculadora corrige internamente as diferenças entre métodos para o Z-score.

Por que a posição do fígado importa?

Na LCDH, o fígado herniado para o tórax (liver up) associa-se a maior hipoplasia pulmonar e menor sobrevida. Por isso a calculadora usa coortes separadas para fígado up e down.

O que é o o/e LHR e por que ele importa?

O o/e LHR (observed-to-expected lung-to-head ratio) é a relação entre o tamanho do pulmão contralateral e o tamanho esperado para aquela idade gestacional. É o principal parâmetro para estimar a gravidade da hérnia diafragmática congênita e orientar o prognóstico. Quanto menor o o/e LHR, maior a hipoplasia pulmonar e mais grave o caso.

Qual a diferença entre LHR e o/e LHR?

O LHR é a medida absoluta da área pulmonar dividida pela circunferência cefálica. O problema é que o LHR normal varia com a idade gestacional. O o/e LHR corrige isso: expressa o LHR medido como porcentagem do LHR esperado para aquela semana. Por exemplo, um o/e LHR de 25% significa que o pulmão tem apenas 25% do tamanho esperado.

O que significa o/e LHR abaixo de 25%?

Um o/e LHR abaixo de 25% indica hipoplasia pulmonar grave e está associado a sobrevida significativamente reduzida, especialmente se o fígado estiver herniado para o tórax. Nesses casos, a oclusão traqueal endoscópica fetal (FETO) pode ser considerada como opção de tratamento pré-natal.

A posição do fígado muda o prognóstico?

Sim, significativamente. Na hérnia diafragmática esquerda, quando o fígado está herniado para o tórax (liver up), o prognóstico é pior do que quando o fígado permanece no abdome (liver down), mesmo com o mesmo o/e LHR. A calculadora considera essa variável porque a indicação de FETO e as faixas de sobrevida estimada dependem da posição hepática.

Quando a FETO pode ser indicada?

A oclusão traqueal endoscópica fetal (FETO) é considerada em hérnias diafragmáticas graves, geralmente com o/e LHR abaixo de 25-35% dependendo da lateralidade e posição do fígado. A indicação precisa segue critérios do consórcio TOTAL Trial e deve ser discutida com um centro de referência em cirurgia fetal.

Esta calculadora dá um diagnóstico definitivo?

Não. A calculadora é uma ferramenta educativa que ajuda a contextualizar a gravidade baseada no o/e LHR. O prognóstico real depende de múltiplos fatores: lateralidade da hérnia, posição do fígado, presença de anomalias associadas, volume pulmonar na ressonância magnética, idade gestacional ao diagnóstico e condições neonatais disponíveis. A avaliação completa deve ser feita por um especialista em medicina fetal.

Curvas de referência de Peralta (2005); LHR de Metkus (1996); o/e LHR, faixas e sobrevida expectante em LCDH de Jani (2007); sobrevida em RCDH de DeKoninck (2014); sobrevida pós-FETO em LCDH do TOTAL trial (Deprest 2021). Válido para feto único, 12–38 semanas (extrapola acima de 32 com aviso). Cálculo no servidor; ferramenta de apoio profissional.

Referências

  1. Peralta CFA, Cavoretto P, Csapo B, Vandecruys H, Nicolaides KH. Assessment of lung area in normal fetuses at 12–32 weeks. Ultrasound Obstet Gynecol. 2005;26(7):718-24. DOI
  2. Metkus AP, Filly RA, Stringer MD, Harrison MR, Adzick NS. Sonographic predictors of survival in fetal diaphragmatic hernia. J Pediatr Surg. 1996;31(1):148-51.
  3. Jani J, Nicolaides KH, Keller RL, et al. Observed to expected lung area to head circumference ratio in the prediction of survival in fetuses with isolated diaphragmatic hernia. Ultrasound Obstet Gynecol. 2007;30(1):67-71. DOI
  4. DeKoninck P, Gomez O, Sandaite I, et al. Right-sided congenital diaphragmatic hernia in a decade of fetal surgery. BJOG. 2014.
  5. Deprest JA, Nicolaides KH, Benachi A, et al. Randomized trial of fetal surgery for severe left diaphragmatic hernia (TOTAL). N Engl J Med. 2021;385(2):107-18. DOI
  6. Deprest JA, Benachi A, Gratacos E, et al. Randomized trial of fetal surgery for moderate left diaphragmatic hernia (TOTAL). N Engl J Med. 2021;385(2):119-29. DOI
Dr. Rafael Bruns
Dr. Rafael Bruns Gin. e Obstetrícia Medicina Fetal

Médico especialista em Medicina Fetal, com atuação em Curitiba e Porto Alegre. Realiza cirurgia fetal, incluindo oclusão traqueal endoscópica (FETO) para hérnia diafragmática, e acompanhamento de gestações de alto risco.

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