Curitiba — Doc Batel
Porto Alegre — Inst. Celso Rigo
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Dr. Rafael Bruns
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Calculadora de DVP — cirurgia fetal de mielomeningocele

Estime a chance de necessidade de derivação ventrículo-peritoneal (DVP) por hidrocefalia em fetos com mielomeningocele, comparando o cenário com e sem a cirurgia intrauterina. O cálculo usa o diâmetro biparietal, o ventrículo lateral e a idade gestacional (modelo de Peralta, 2020; cenário sem cirurgia derivado do ensaio MOMS). Preencha — a estimativa aparece automaticamente.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde e ao aconselhamento. Ferramenta de apoio — não substitui a avaliação individualizada nem o julgamento clínico. A decisão final é, em todos os casos, do médico assistente.

Dados do ultrassom

Informe o diâmetro biparietal, o ventrículo lateral e a idade gestacional prevista para a cirurgia — a estimativa aparece automaticamente.

Como interpretar

A relação ventrículo/hemisfério (RVH) resume a ventriculomegalia. A partir dela e da idade gestacional, o modelo estima a probabilidade de derivação até cerca de 12 meses de vida. A cirurgia fetal de mielomeningocele reduz essa chance (no ensaio MOMS, cerca de 40% dos operados intraútero precisaram de derivação contra ~82% do grupo pós-natal), mas não a elimina. Os dois cenários ajudam no aconselhamento dos pais. Para entender a cirurgia, veja o hub de mielomeningocele. Para a base clínica, veja o artigo sobre hidrocefalia e derivação na mielomeningocele. Os percentuais são estimativa populacional (ensaio MOMS), não previsão individual.

Perguntas frequentes

Quais medidas preciso informar?

O diâmetro biparietal (DBP), a medida do ventrículo lateral (átrio) e a idade gestacional prevista para a cirurgia. O ventrículo lateral deve ser, no máximo, metade do DBP.

O resultado é uma garantia?

Não. É uma probabilidade de apoio ao aconselhamento. O desfecho de cada bebê depende de muitos fatores; a calculadora ajuda a dimensionar expectativas, não a prever o caso individual.

Modelo de regressão logística de Peralta (2020) para a chance de derivação após reparo intrauterino; cenário sem cirurgia ajustado pelo ensaio MOMS (Adzick, 2011). Cálculo no servidor; ferramenta de apoio educativo e profissional.

Referências

  1. Adzick NS, Thom EA, Spong CY, et al. (MOMS). A randomized trial of prenatal versus postnatal repair of myelomeningocele. N Engl J Med. 2011;364(11):993-1004. DOI
  2. Peralta CFA, et al. Fetal ventricle-to-hemisphere ratio and prediction of ventriculoperitoneal shunt after intrauterine myelomeningocele repair. 2020.
Dr. Rafael Bruns
Dr. Rafael Bruns Gin. e Obstetrícia Medicina Fetal

Médico especialista em Medicina Fetal, com atuação em Curitiba e Porto Alegre. Realiza cirurgia fetal de mielomeningocele (aberta e fetoscópica) e acompanhamento de gestações de alto risco.

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