Curitiba — Doc Batel
Porto Alegre — Inst. Celso Rigo
CRM-PR 18.582 · RQE 12.169 / 238
CRM-RS 58.559 · RQE 45.076 / 45.079
Dr. Rafael Bruns
Onde atendo
Curitiba

Consultório Doc Batel

Av. Visc. de Guarapuava, 4628 — Batel

Hospital Nossa Sra. das Graças

Porto Alegre

Instituto Materno Fetal Celso Rigo

Av. Independência, 75

Hospital Nora Teixeira

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Calculadora de Crescimento Fetal

Avalie o crescimento fetal a partir da biometria do ultrassom — DBP (diâmetro biparietal), CC (circunferência cefálica), CA (circunferência abdominal) e CF (comprimento do fêmur) — e do peso fetal estimado (PFE). A ferramenta devolve o percentil e o Z-score de cada parâmetro, com escolha entre referências reconhecidas: Hadlock, Snijders & Nicolaides, INTERGROWTH-21st, Kato 2020 (curva de Curitiba) e González. Informe a idade gestacional da datação adotada.

Conteúdo destinado a profissionais de saúde. Esta calculadora é uma ferramenta de apoio à decisão clínica — não substitui a avaliação individualizada, o exame ultrassonográfico qualificado nem o julgamento clínico. A decisão final é, em todos os casos, do médico assistente.

Referência biométrica (CC, CA, CF, DBP)

Referência crescimento PFE

Fórmula PFE — Hadlock 1985

Medidas biométricas

Preencha a idade gestacional e as medidas (mm) — o percentil aparece automaticamente.

Idade gestacional
sem d
DBP (mm)
CC (mm)
CA (mm)
CF (mm)
MedidaValorMedianaPercentilZ-score
DBP
CC
CA
CF
PFE — Hadlock 1985 · ref. Hadlock 1991
— g Percentil Z-score

Como interpretar percentil e Z-score

O percentil diz a posição da medida em relação a uma população de referência na mesma idade gestacional: P50 é a mediana; entre P10 e P90 está a faixa em que se encontra a maioria dos fetos. O Z-score é a mesma informação em desvios-padrão (P50 = 0). Na tabela, as medidas entre P10 e P90 aparecem em verde; entre P5–P10 ou P90–P95, em âmbar (atenção); abaixo de P5 ou acima de P95, em vermelho.

Para o peso fetal estimado, o destaque fica vermelho quando o percentil é ≤ 3 ou ≥ 97 — extremos que costumam motivar investigação de restrição de crescimento ou macrossomia, sempre integrados ao Doppler, ao líquido amniótico e ao quadro clínico. Um percentil isolado não é diagnóstico: o crescimento é uma trajetória, e a comparação entre exames seriados costuma ser mais informativa que um ponto único.

Qual referência escolher

Não existe uma única referência “certa” — cada uma foi construída em uma população e com um método. A calculadora deixa a escolha explícita:

  • Hadlock (1984/1991) — o padrão clínico mais difundido no mundo; bom ponto de partida e comparável à maioria dos laudos.
  • Kato 2020 — Curitiba ⭐ — curva de peso construída em 2.211 gestações de Curitiba (trabalho do qual sou coautor); é a referência mais próxima da população local.
  • INTERGROWTH-21st (2014/2020) — padrão internacional prescritivo, de uma coorte multiétnica de baixo risco.
  • Snijders & Nicolaides 1994 — referência biométrica clássica, com bandas assimétricas.
  • González 2014 — curva customizada por sexo fetal (população espanhola); exibe o seletor de sexo quando selecionada.

A fórmula do PFE (Hadlock 1985) também é ajustável; CC + CA + CF é a combinação recomendada quando as três medidas estão disponíveis.

Perguntas frequentes

Esta calculadora serve para datar a gestação?

Não. Ela avalia o crescimento a partir de uma idade gestacional já conhecida (de preferência datada no 1º trimestre pelo CCN). A datação é o ponto de partida do cálculo, não o resultado.

Qual a diferença entre as fórmulas de peso?

São as quatro combinações de Hadlock (1985). Quanto mais parâmetros, menor o erro: CC + CA + CF (recomendada) e DBP + CC + CA + CF têm desvio em torno de ±7,5%. CA + CF é a alternativa quando faltam medidas cefálicas. Use a combinação correspondente às medidas confiáveis daquele exame.

Um percentil baixo significa que há um problema?

Não necessariamente. Há fetos constitucionalmente pequenos (saudáveis) e fetos com restrição de crescimento. A distinção depende da trajetória entre exames, do Doppler, do líquido amniótico e do contexto materno. A calculadora sinaliza quando vale aprofundar — não fecha diagnóstico.

Por que usar a curva de Curitiba (Kato 2020)?

Curvas de peso variam com a população. A referência de Kato 2020 foi construída em 2.211 gestações da própria cidade de Curitiba, o que a torna especialmente representativa para pacientes locais. É um trabalho do qual sou coautor, com avaliação especializada disponível para os casos que exigem aprofundamento.

Todas as equações foram extraídas dos artigos originais e validadas numericamente contra as tabelas publicadas (biometria: erro ≤ 1 mm; peso: erro ≤ 5–8 g, compatível com o arredondamento das tabelas). O cálculo roda integralmente no servidor; esta página é uma ferramenta de apoio educativo e profissional e não substitui a avaliação médica.

Referências

  1. Hadlock FP, Harrist RB, Carpenter RJ, Deter RL, Park SK. Sonographic estimation of fetal weight: the value of femur length in addition to head and abdomen measurements. Radiology. 1984;152(2):497-501. DOI
  2. Snijders RJM, Nicolaides KH. Fetal biometry at 14–40 weeks’ gestation. Ultrasound Obstet Gynecol. 1994;4(1):34-48. DOI
  3. Papageorghiou AT, Ohuma EO, Altman DG, et al. (INTERGROWTH-21st). International standards for fetal growth based on serial ultrasound measurements. Lancet. 2014;384(9946):869-79. DOI
  4. Hadlock FP, Harrist RB, Sharman RS, Deter RL, Park SK. Estimation of fetal weight with the use of head, body, and femur measurements. Am J Obstet Gynecol. 1985;151(3):333-7. DOI
  5. Hadlock FP, Harrist RB, Martinez-Poyer J. In utero analysis of fetal growth: a sonographic weight standard. Radiology. 1991;181(1):129-33. DOI
  6. Kato DMP, Lorusso L, Dalla Costa NRA, Ulyssea CRQ, Lizana GN, Lenzi L, Bruns RF, Pinhat EC, Araujo Júnior E. Local References for Ultrasound-Estimated Fetal Weight Based on 2,211 Singleton Pregnancies in the City of Curitiba, South of Brazil. Rev Bras Ginecol Obstet. 2020;42(4):174-80. DOI
  7. Stirnemann J, Salomon LJ, Papageorghiou AT. INTERGROWTH-21st standards for Hadlock’s estimation of fetal weight. Ultrasound Obstet Gynecol. 2020;56(6):946-8. DOI
  8. González González NL, González Dávila E, et al. Customized fetal growth references for the Spanish population. J Matern Fetal Neonatal Med. 2014;27(15):1549-56. DOI
Dr. Rafael Bruns
Dr. Rafael Bruns Gin. e Obstetrícia Medicina Fetal

Médico especialista em Medicina Fetal, com atuação em Curitiba e Porto Alegre. Coautor da curva de peso fetal de Curitiba (Kato et al., 2020). Realiza cirurgia fetal, ultrassonografia especializada e acompanhamento de gestações de alto risco.

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